Amy Bradley e o Fantasma Lenhador [Parte 1] – O Espírito Suplicante

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Amy Bradley e o Fantasma do Lenhador – Crossover

Escrito por Saul GuterresGabi Waleska

 

A cidade de Jacksonville possui várias cidades distritais, a maioria comerciais e universitárias, entre elas, há uma chamada Painville*, a qual sempre foi alvo de muitos mistérios para seus moradores. Todos cresceram ouvindo histórias de fantasmas, assassinatos, seriais killers que por ali viveram. Mas a mais intrigante era a casa do “Lenhador”, que ganhou este nome por se tratar de um homem que matou sua esposa e filhos com golpes de machado e depois se suicidou. Porém ninguém jamais soube o que de fato ocorreu naquela casa, alguns contavam que ele chegou um dia em casa e viu sua esposa com seu melhor amigo na cama e em um ataque de fúria matou a todos. Outros contam que ele apenas teve um surto psicótico e atacou sua família, outros diziam que foi a própria mulher que o matou. Qual história era verdadeira? Ninguém sabia. Só o que todos sabiam é aquela casa era assombrada por um homem com um machado na mão, e matava qualquer um que entrasse em sua casa. E embalados por essas histórias muitos adolescente se aventuravam por ali.

O mais famoso caso foi o do casal Lia e David. Que em uma noite resolveram entrar na casa e ter uma noite de prazer, mas no outro dia foram encontrados mortos com golpes que pareciam de um machado. Ninguém soube contar o que houve, apenas deduziram que era obra do Lenhador. Mesmo assim as visitas a casa continuavam e muitas fraternidades aplicavam trotes em seus calouros para que pudessem fazer parte delas. E foi assim que Ângela conheceu a história.

Ela estava apaixonada por um garoto chamado Tom, que ainda nem estava na universidade, era uns dois anos mais novo, mas se enquadrava tão bem entre os veteranos que as garotas o adoravam, e ser uma garota da Alpha seria um status muito grande, fazendo com que Tom a visse com outros olhos. E por isso Ângela não pensou duas vezes em aceitar a tarefa, com o fator popularidade no campus pesando ainda mais.

As veteranas disseram que ela deveria entrar na casa, pegar o machado do Lenhador e sair sem ser vista. No começo ela até hesitou um pouco, mas como as outras disseram que o único modo de Tom se aproximar dela e todos saberem quem ela é, era concluindo essa tarefa que jamais havia sido cumprida, ela logo seguiu em frente sem medo algum. Tudo estava combinado para sábado à noite, onde a cidade era mais calma e não haveria policiais para atrapalhar. Ângela estava acompanhada de mais duas garotas, que estavam encarregadas de ver se ela realmente realizaria a tarefa.

– É simples Ângela, entre lá, pegue o machado e saia correndo. Nada mais! – Disse uma das moças com um sorriso sarcástico no rosto.

– Pra você parece bem simples não é, Lana? Afinal sou eu quem pode morrer lá dentro.

– Deixe de bobagens, tudo que falam são apenas lendas urbanas, nada mais, agora vá de uma vez que eu ainda quero ir à festa dos garotos do Ômega.

Ângela pegou uma lanterna e foi em direção a casa. Ao se aproximar sentiu calafrios por todo o corpo. A temperatura parecia diminuir por ali. A porta da frente estava trancada, então olhou pelas janelas e viu que estavam todas fechadas. Em seguida ela deu a volta por atrás da casa e viu uma entrada pelos fundos. Abriu a porta e sentiu um cheiro forte de mofo e de algo podre que poderia estar ainda por ali.

Caminhou na penumbra até encontrar algo que parecia ser a cozinha, e com a lanterna foi abrindo as gavetas para ver se encontrava algum machado por ali. Repentinamente ouviu passos atrás dela, virou-se, mas não viu ninguém, e pensando ser algo de sua imaginação saiu dali para a outra peça. Parecia que ali havia sido uma espécie de sala de estar, o frio ali era ainda mais intenso. Decidida a sair daquela casa de uma vez, Ângela procurou pela sala qualquer coisa que parecesse um machado, mas não obteve êxito. Ela já ia desistir, quando avistou um homem em sua frente com um machado na mão. Sentiu o coração gelar. O homem vestia uma roupa toda rasgada e com cortes sobre todo o corpo. Ele estendeu a mão para ela.

– Ajude-me, por favor, moça! – Falou e desapareceu, deixando cair o machado no chão.

Ângela que até então estava paralisada e apavorada com aquela situação, pegou o machado na mão e saiu correndo dali. Ainda pode ver ao sair, o homem com a mão estendida para ela, mas nem sequer deu bola, e tratou de sair o mais depressa daquela casa. Chegando ao lado de fora, correu ao encontro das duas meninas que estavam a sua espera.

– Achei que nunca mais sairia dali! – Disse Lana, com um tom irritado.

– Desculpe, estava muito escuro e eu demorei pra achar isto. – Ângela falou, mostrando o machado às garotas.

– Hum! Muito bem gata! Você foi a única de nós a conseguir este feito! Terá destaque em nossa fraternidade! – Disse Joanna, a outra moça. Ângela riu com satisfação, contou o ocorrido lá dentro para as garotas, mas ocultou o detalhe da visão do tal Lenhador. E assim seguiram para suas casas, para se arrumarem e irem para a festa do Ômega, onde provavelmente Tom estaria.

 

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A festa estava maravilhosa, muita gente bonita e todos já um pouco alterados pela bebida. Quando Ângela chegou, foi recebida por aplausos, pois a noticia de que ela havia cumprido a missão se espalhou rapidamente. Um pouco sem jeito ela foi agradecendo a cada um, mas de quem ela queria o cumprimento era o Tom. Que estava sentado em uma mesa, apenas olhando pra ela. Quando ela se aproximou dele, Tom a puxou para um abraço.

– Então você é a mais corajosa garota da Alpha heim? – falou em seu ouvido, a voz a fazendo estremecer.

– Sim, é o que dizem né? – Um pouco corada Ângela disse rindo.

– Não foi assustador? Sabe, as pessoas dizem que o Lenhador mata qualquer um que entrar lá! Você o viu? – Disse Tom com ar de suspense.

– Claro que não, isso é bobagem que o povo antigo daqui conta, eu não acredito nessas besteiras. – Disse Ângela. Mas nesse momento aquele mesmo frio ela sentiu sobre sua pele. E quando olhou pela janela avistou o homem com a mão estendida para ela, e em seu lábio pode ler “Me ajude!”. Sentiu um calafrio, mas logo fechou os olhos, pensando ser algo de sua imaginação!

Ela estava ali com Tom, e nenhum fantasma poderia estragar sua noite. Durante a festa ela não teve mais visão alguma. Ao final Tom a convidou para sua casa. Quando chegaram lá, foram logo para o quarto de Tom, mas ela não pode deixar de ver uma garota sentada na luxuosa sala lendo alguns livros. Amy, a irmã mais nova de Tom, ao ouvir barulho na porta, já sabia que seria seu irmão com mais uma garota para sua coleção. Porém algo lá fora chamou sua atenção. Viu um homem parado em frente a sua casa, parecendo olhar para Ângela com um ar triste. No instante soube que se tratava de um fantasma, mas quando foi averigar, ele já havia ido embora. Aquele fato chamou sua atenção, e ela trataria de descobrir o que era.

Tom e Ângela começaram a se ver mais vezes, saiam juntos, dormiam juntos, mas não chegavam a ser namorados, mais por escolha de Tom que gostava de ter várias garotas ao seu lado. Mas era com Ângela que ele passava a maioria do tempo, quase como uma “preferida”. Ela contava pra ele quase tudo sobre sua vida, exceto os acontecimentos com o Lenhador, e os sonhos que ela andava tendo com ele todas as noites, deixando-a com insônia e doente.

Tom percebeu que Ângela não estava muito bem, andava abatida e sempre cansada ou doente. Certa noite, enquanto dormiam juntos, ele a ouviu gritar em um pesadelo. Ela gritava frases como “Me deixe em paz” e “não me leve”, entre outras coisas. Ao acordar Tom perguntou a ela o que eram aqueles pesadelos. Ângela a princípio disse não se tratar de nada que tivesse muita importância, mas como Tom estava sendo carinhoso com ela, mais do que ele mesmo pensou ser com alguma outra garota, ela acabou relatando a ele tudo sobre a noite na casa do Lenhador.

Ele perdeu-se em umagargalhada, deixando Ângela ainda mais desconfortável com aquela situação. Disse a ela que parasse com aquelas maluquices, ou então acabaria perdendo a popularidade na fraternidade. E como isso era o que mais temia, ela parou. Mas os seus sonhos não.

Todas as noites ou quando estava sozinha, o Lenhador vinha lhe visitar e pedir ajuda, ela já não agüentava mais aquilo. Até que um dia estava na casa, ou melhor, mansão de Tom esperando ele chegar, sozinha na sala, quando o Lenhador a visitou. Tentando se controlar ela colocou as mãos na cabeça e chorou baixinho, pedindo que aquela visão fosse embora. E foi nessa hora que Amy, que estava na outra sala viu toda a cena e resolveu agir. Mas primeiro: investigar.  Apesar de Amy nunca se envolver nos relacionamentos de Tom, não tinha como ignorar o desespero desta garota. Ver esta cena ativou todos os sentidos de “Alerta Fantasmagórico Obsessivo” e ela precisava descobrir o que estava acontecendo ali.

– Com licença… – Amy falou um pouco sem jeito, como era para falar com as pessoas – posso sentar aqui?

– Ah… – A garota chorosa a olhou assustada e enxugou as lágrimas – C-Claro – gaguejou – A casa é sua, não é?

– Como se chama? – Amy perguntou e encarou o espírito ao lado da menina, ele parecia perturbado e não prestava a atenção nela.

– Ângela, e você é a Amy, não é? – Falou fungando, evitando olhar para o Lado, onde a figura suplicante do Lenhador a encarava.

– Sim… – Amy Pigarreou – Desculpe-me, mas você está chorando por causa do idiota do meu irmão?

– Ah… – a menina hesitou – não… bom, ele acha uma bobagem – balbuciou baixinho, mas Amy ouviu.

– O que Tom acha uma bobagem? – perguntou, já sabendo ao que Ângela estava se referindo.

– Ah, não sei como explicar! – ela começou a perder o controle do choro novamente – Eu tenho tanto medo! Ele não me deixa mais dormir! Em todo lugar que vou! – falou entre soluços, afogando-se nas lágrimas.

– Você está falando deste homem que está ao seu lado? – Amy disse sem cerimônias, pois já sabia como tratar de casos assim. Ao ouvir Amy o Lenhador a encarou desnorteado e desapareceu.

– C-como você sabe? – Ângela disse com os olhos castanhos brilhantes arregalados e cheios de lágrimas.

– Bom, eu o vi. – Amy deu de ombros. – Faz parte do meu trabalho. – A menina levantou a cabeça, ainda um pouco assustada – Acalme-se, ele já foi embora. – Disse Amy.

Ângela suspirou e ajeitou os ombros. Tom poderia chegar a qualquer momento e precisava se recompor, ele poderia achar uma bobagem, mas ali estava aquela garota magricela e esquisita, toda de preto afirmando ver o fantasma que tanto a atormentava nos últimos dias.

 ContinuaSeparador 7

*Fictícia.

E aí pessoal? Aqui é Gabi Waleska e Saul Guterres querendo saber o que vocês acharam dessa parceria! Esta mistura de Amy Bradley com o terror de Saul Guterres terá continuação próxima semana! Esperamos que gostem.

8 comentários em “Amy Bradley e o Fantasma Lenhador [Parte 1] – O Espírito Suplicante

  1. O foda disso tudo é que quem pode ajudar é sempre aquela pessoa taxada de estranha AHAHAHAHAHAAHAH mas já gostei, quero saber o porque do lenhador.

    Ps: Tom merece uns tapas na cara. Ou vai tomar machadada no créu velocidade 5!

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