Galamadriel. Pt.8 – Relações Tórridas

Galamadriel Pt. 8

Dyell caminhou até o piano, e passou o dedo sobre algumas teclas, dedilhando algumas notas. Tentar não deixar que Gabriel visse seu rosto e segurando para que outras lagrimas não caíssem.

– O que Rafael queria? – perguntou Gabriel se sentindo incomodado com o silêncio e o comportamento da sobrinha.

– Ele quer uma trégua. Quer conversar com Miguel sobre Paul e Qüerinemer.

– Entendo. Mas acredito que pelo seu tom de voz não seja somente isso. O que mais Rafael lhe disse, Dyell?

– Gabriel, me responda uma coisa, e não minta para mim. – ela dizia mecanicamente como se pensasse no que iria dizer.

– Como foi quando nasci? O que aconteceu com minha mãe? Me diga a verdade, por favor.

– Sua mãe morreu no parto, como você bem sabe.

– Eu sei, mas quero saber quem tomou a decisão de ela deveria morrer dessa forma. – Dyell se virou em encarou os olhos do tio com tristeza.

– Fui eu. – respondeu Miguel sem ao menos piscar os olhos.

– Você? Você a matou? Você a condenou a isso? Por que?

Dyell agora dava livre curso as lágrimas, chorando copiosamente, enquanto Miguel sentava – se no chão frio de mármore, com as mãos nos cabelos, apertando a cabeça com o rosto transfigurado em dor.

– Não foi uma escolha, estava escrito.

Quando Lúcifer caiu e carregou consigo outros anjos e seres, para que não houvesse problemas maiores, nosso Pai, declarou que nossas raças jamais poderiam se juntar sem haver morte para aquele que gerasse tal fruto.

Miguel concordou de imediato, para ele o que nosso Pai dizia era regra, mas infelizmente nós também tínhamos coração, e para nós sentimentos eram infinitos.

Para nosso azar a regra fugiu uma exceção, Lady Lilith. Nosso Pai a criou bela e cheia de virtudes, uma primeira versão da fêmea celestial perfeita, mas assim como Lúcifer ela era ambiciosa e desejava o poder e Lúcifer a desejava, os dois então juntaram – se e para o Inferno foram os dois.

Lady Lilith deu filhos e filhas a Lúcifer, e com isso veio a maldição de seu pai, Megara.

Seu pai e Megara se apaixonaram perdidamente um pelo outro, e nem sonhavam que desse amor pudesse surgir você.

Quando eu soube que Megara esperava você, fiz o que eu podia para não te matar , e dei á sua mãe mais alguns meses de vida.

Seu pai morreu com ela naquele dia.

– Você mente. – disse Dyell entre dentes.

– Esse não foi um dia do qual eu me orgulhe. Nem por mim, nem por meus irmãos. – Gabriel se levantou e caminhou até um lugar no fim do corredor onde uma janela mantinha sua cortina estática, sem sequer uma brisa passar por ela. – Prefiro que você veja, e tire suas próprias conclusões, afinal de contas é um direito seu conhecer suas origens.

Esta janela é a janela de meu passado, embora sejamos anjos, não somos imortais e  nem mesmo eternos, isso nos torna tão frágeis quantos os humanos. Não podemos parar o tempo, nem mesmo muda – lo, o que está escrito, não pode ser modificado.

Gabriel abriu a cortina e estendeu a mão para Dyell.

– Venha.

– Não. – ela respondeu firme.

– Você me deve isso, Dyell. Rafael te deu a versão dele sobre os fatos, agora é preciso que você conheça a versão dos outros envolvidos. É o justo a se fazer.

Dyell se aproximou da janela sem tocar a mão que lhe era estendida e olhou nos olhos de Gabriel sem dizer palavra, antes de atravessa – lá.

– É a confiança que você sempre teve em mim que meu irmão põe a prova. Você foi tudo o que me sobrou dessa família decadente, é um preço alto demais á se pagar, e não estou disposto a correr o risco.

Dyell secou uma lágrima que caia de seu rosto e adentrou a janela sem olhar para trás. Em sua cabeça milhões de perguntas se formavam, e se Gabriel estivesse dizendo a verdade?

– Rafael pode por tudo na perder por causa do seu próprio egoísmo. – disse Gabriel para si mesmo, alçando vôo em direção a Torre de Fogo, onde anjos treinavam e eram forjados para incessantes batalhas, que muitos jamais notavam. Era esse o destino de Gabriel, a casa de Miguel.

– Miguel! – gritou Gabriel chamando o irmão mais velho.

O farfalhar de asas ás costas do outro foi silencioso.

– Você nunca causa estardalhaços quando chega. É sempre cortês e sutil, jamais perde a diplomacia. O que o aflige, irmão? – perguntou Miguel na frieza costumeira.

– Rafael. Ele quer falar com você e não contente com tudo o que já havia feito, ele conseguiu envenenar Dyell. Sabe onde ela está enquanto conversamos?

– Você não…

– Conhecendo Megara.

Miguel parou estático e arregalou os olhos na direção do outro, perdendo o equilíbrio e caindo sentado nos degraus da escada que ficava diante de seu trono.

– Você não podia. – disse Miguel, arranhando o próprio rosto.

– Não só posso como fiz. Você resolva a situação e ache um jeito de controlar Rafael. Eu já perdi coisas demais por causa de vocês. Já concertei erros demais, que não eram meus. E agora eu me cansei disso.

Você faça Rafael parar, ou eu mesmo o mato, Miguel.

Não é um aviso, é uma promessa e você sabe que eu as cumpro, melhor do que qualquer um de nós quatro.

Gabriel alçoou vôo e partiu deixando Miguel, perdido nos próprios pensamentos.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Paul e Qüerinemer caminhavam a passos lentos conversando banalidades, no caminho de volta pra casa.

– A chuva parece que resolveu dar uma trégua.

– Você tem razão, tem chovido demais por aqui, em uma época que não é normal. – disse Qüerinemer tentando fingir que não sabia por qual motivo.

– É verdade, parece que alguém lá em cima ou está muito feliz, ou está muito bravo, ou está no meio de uma batalha ferrenha entre o bem e o mal. – disse Paul imitando uma voz soturna.

– É parece que sim. – respondeu Qüerinemer desconfortável.

– Está tudo bem?

– Está sim, eu só estou um pouco cansada e dolorida devido ao tombo, mas vou ficar bem. – respondeu ela forçando um sorriso.

– Eu estava pensando, será que poderíamos nos ver qualquer dia desses pra jantar ou ver um filme?

Qüerinemer olhou para Paul com um misto de surpresa e espanto, e de repente se sentiu aliviada.

– Claro, por que não? Você liga pra marcarmos?

– Sim, com certeza. – respondeu Paul coçando a cabeça e sorrindo sem jeito, como se fosse um adolescente apaixonado.

– Bem essa é minha casa.

– É mais aconchegante do que meu apartamento bagunçado. – ele disse rindo da própria piada.

– Você anota meu número? – ela perguntou.

– Claro.

Entre um sorriso e outro, eles trocaram seus números e se despediram.

Paul esperou até que a moça entrasse para acenar um breve “tchau” com a mão e partir. Colocou as mãos no bolso e tomou o caminho em direção á seu apartamento, ele iria a pé mesmo, afinal de contas precisa de ar fresco para pensar, aproveitando que parará de chover.

“Ela é tão diferente, nem parece daqui e, no entanto é tão bom não ter que pensar naquela loucura toda, o que será que resolveram? Bom pelo menos não vou ter que encarar aquela garota outra vez, bonita ela era, mas filha de um Arcanjo, não “to” pronto pra perder meus pescoço na mão de Lúcifer ou de quem quer que seja e esteja envolvido nessa porcaria toda de profecia. Eu até mataria um anjo, mas tem que ser um especifico e de quebra que eles escolhessem. Pra que, para acabar sendo julgado e morto?  Não, tenho amor ao meu próprio rabo e se for pra ficar nessa merda transitando por Galamadriel e os imbecis de barro, é aqui que eu fico.

Tyrone idiota, sempre me envolve nas piores roubadas da minha existência.”

A chuva começou a cair novamente e Paul apressou o passo, puxando novamente o capuz sobre sua cabeça e abrindo o guarda chuva, diante dele um portal se abriu e para Galamadriel ele foi, precisava de uma noitada que soasse familiar para relaxar, ficar tenso não o ajudaria muito.

– Que é vivo sempre aparece! – gritou Tyrone, caminhando em sua direção. – E aí qual foi o problema aquele dia com Dyell, ela não te tratou bem?

Ele perguntou com os olhos faiscando ódio e com um sorriso forçado.

– Não faço negócios com aquele tipo de gente e você deveria saber.

– Vê se entende uma coisa Paul, aquele tipo de gente pode nos tirar dessa roubada e se eu fosse você pensaria muito bem e procuraria a garota. Dyell sabe bem o que faz, e se você foi escolhido, por ela é por um motivo totalmente necessário. Você me entende?

– Vá você e aquela vadia para o Inferno.

Tyrone gargalhou estridente e todos pararam para olhar a cena entre os dois, sentindo a tensão que se instaurava e que podia terminar em uma briga de dias, o que era o desejo da grande maioria.

– No Inferno, meu caro amigo, nós já vivemos. Pense bem, Dyell é a chave para voltarmos pra casa, de sermos os maiorais de novo. Faça o que ela quer e podemos ser livres dessa vidinha medíocre que somos obrigados a viver em Galamadriel.

– Eu estou preso aqui por que você me convenceu, mas hoje seu porco imundo, hoje eu vou esquecer toda aquela baboseira e vou viver um pouco, afinal de contas quem sabe amanhã não sou eu  morto.

Paul colocou as mãos nos bolsos da calça e se afastou de Tyrone, indo direto para o bar,não demorou muito e belas damas o cercaram.

– Vê Tyrone, até o Inferno tem suas belas mulheres, por que trocaria tudo isso?

Paul beijou uma morena de olhos verdes, e longos cabelos pretos que desciam até sua cintura, ela sentou – se em seu colo e puxou a mão de Paul para o meio de suas pernas, embaixo de sua saia, enquanto insinuava os seios  fartos no decote provocante.

Paul sorria satisfeito enquanto seu corpo tomava a forma que realmente possuía por baixo da pele humana.

– Eu sou tão bom em ser mal. – ele sentou a moça de pernas abertas diante de si, enquanto duas outras beldades se aproximavam com seus copos de bebida, mordendo o canto da boca, desejosas de participar da orgia.

– Meninas, se preparem o Paul aqui está faminto de tesão. – e gargalhou voltando a se concentrar no que fazia.

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– Achei que você nunca mais ia voltar depois da surra.

Iridish estava sentado nas sombras da sala de Qüerinemer, sem a camisa.

– O que você está fazendo na minha casa?

Perguntou Qüerinemer duas oitavas mais alto, estourando um copo de água que estava sobre a mesa de centro.

– As cantoras de ópera sentiriam inveja. – disse ele levantando – se para juntar os cacos do copo. – Não vim brigar. Só estou aqui por que é minha missão e não faz sentido ficar me escondendo agora.

– Na minha casa você não fica.

– Eu vim propor uma trégua. Eu não te mato e nem você me mata. Eu também não gosto da situação tanto quanto você, só quero que isso acabe logo.

Qüerinemer virou – se de costas em direção a porta, mas Iridish a segurou antes quer pudesse abri – lá.

– Eu não sou tão ruim assim e você não vai se livrar de mim cm tanta facilidade.

Iridish puxou – a suavemente pelo braço, fazendo com ela olha – se em seus olhos e nota-se as cicatrizes em seu peito nu.

– Pra que você está aqui? – ela perguntou quase em um sussurro.

– Era pra te proteger.

Ele a puxou pela cintura, enquanto a outra mão soltava o cabelo de Qüerinemer e acariciava sua nuca.

– O que você pensa que está fazendo? – ela perguntou de olhos fechados, se rendendo as mãos daquele que a pouco quase a matará.

– Estou tentando concertar as coisas. Um Mercador também tem coração.

Iridish a beijou com urgência, e não era mais por ódio, nem por raiva e nem para calar a voz, ela  pelo desejo que nele ardia desde quando a virá.

Qüerinemer passeava pelo peito nu sobre cada cicatriz ali marcada, enquanto ele beijava seu pescoço e lhe tirava a roupa suja, como um amante que cultua uma deusa.

– Nós não podemos fazer isso. – disse ela tentando resistir

– Hoje não Qüerinemer, não tem guerra, não tem ódio. Não há um Anjo e nem um Mercador, somos só nós. Eu e você.

Os olhos claros da moça encontraram um par de olhos límpidos na escuridão, carinhosos e cheios de paixão, ávidos por uma aventura suave e apaixonada.

Ele a pegou no colo e levou até o quarto, deitando na cama quente, onde cada toque e cada caricia se perdia nos travesseiros e lençóis, que serviam de cúmplices para dois seres tão diferentes e tão únicos, que o mundo jamais veriam  novamente.

Iridish beijava cada parte do corpo da companheira demorando – se nos locais que havia ferido tão bruscamente. Enquanto Qüerinemer afagava o cabelo aveludado daquele que ela desejava possuir e nem ao menos tinha se dão conta disso.

Os raios e trovões cortavam o céu, enquanto a chuva torrencial escondia os gemidos de Qüerinemer e a doçura de Iridish.

Ali eles ficariam até o dia amanhecer sentados um sobre o outro, abraçados entre um beijo e outro, enquanto suas asas tocavam – se como gêmeas criadas para se unirem.

– Isso não era para estar acontecendo. – rugiu Rafael que assistia a cena com raiva.

– Vejo que você também não aceitou o que viu. – disse lúcifer saindo das sombras.

– O que você sabe sobre isso?

– O mesmo que você, só que Gabriel foi mais inteligente. Você correu para separa – los, Gabriel contou com a ajuda do destino. Moveu as peças no tabuleiro para separa – los, sem saber que daria tão certo.

– Eu preciso dar um jeito e fazer o plano inicial voltar a ser vigente.

– Lamento Rafael, mas ele é esperto demais para você. Mas há algo que Gabriel daria o próprio pescoço para ter e se meus planos estiverem corretos, ele fará a profecia se cumprir.

– E como você faria isso caro irmão? – perguntou Rafael olhando para o outro com desdém.

– Lilith.

Foi tudo o que Lúcifer disse, estalando os dedos e desaparecendo enquanto o outro ficava olhando a chuva cair, derrotado.

Rafael partiu e não percebeu que era vigiado por alguém. Uma aura silenciosa e sutil, escondida por asas multicoloridas, tomou a forma daquele que acabará de partir.

– Eles nunca vão saber o que os atingiu, perdem tanto seu tempo tentando se atingir, que esquecem que nem sempre o ser mais frágil é o mais fraco. Eu vou conseguir o que quero, e ninguém nunca mais me subestimará.

O ser partiu deixando cair uma pena multicolorida, em direção a Torre de Fogo, era hora de instaurar o caos…

*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– Edmund?

– Isso está ficando estranho não acha mi Lord?

– Estranho? Não. De forma alguma.

Em um canto obscuro do submundo, onde somente Ceifeiros podiam entrar e o próprio senhor do Inferno, almas  pareciam estar se misturando em um poço de lava que jazia no chão, dando vida á um novo ser que nasceria do fogo.

– Vê as feições como devem ser? E as curvas do corpo, devem ficar perfeitas, iguais a versão original. – ele aplaudia, como um gênio louco a sua mais nova criação.

– Não me interessa saber como deve ser ou o que deve ter, quero saber o que você ganha com isso e pra que me trouxe aqui.

– A oportunidade de distrair Miguel e de ferir Gabriel, já que o plano de ser o “todo poderoso” do idiota do Rafael tem margem de erros muito grandes e o risco de nos matar. Tudo o que preciso de você é um sopro. Um sopro de vida para minha obra de arte, um sopro especifico.

Você foi o Ceifeiro que levou Megara, nada mais justo que aquele que a levou a Morte para restituir suas lembranças em uma nova roupagem.

– Não posso concordar com isso. É loucura.

– Oras estou te pedindo um favor e em troca lhe dou aquilo que mais deseja.

– Não. Não podes barganhar comigo. – se virou para partir.

– Edmund, você irá fazer o que quero. – ele disse rosnando

Os olhos de Lúcifer ganharam uma tonalidade arroxeada, enquanto seus caninos ficavam expostos. Edmund não teve tempo de ver o que o atacou, quando abriu os olhos o novo ser já havia ganhado vida e respirava, sorrindo em sua direção, limpando os ferimentos que haviam em seu corpo, enquanto Lúcifer abotoava as mangas de uma camisa social.

– Eu lhe disse que seria algo fácil. Mas devo admitir você resistiu bravamente para que eu não entrasse em seu corpo. Olha foi um trabalho árduo, encontrar o que eu precisava, mas veja, ela não é uma beleza?

Só então Edmund começou a ter flashes do que havia acontecido, a moça havia saído do poço de lava, puxada por correntes, gritando em meio ao calor, enquanto ele era impelido a aproximar seus lábios dos lábios dela para exalar o hálito que lhe daria a oportunidade de existir.

Lúcifer estendeu a mão e a moça segurou a ponta de seus dedos, com o olhar vazio e triste.

– Vê Edmund, eu também sou um deus.

– Onde está Lady Lilith? Ela sabe dessa aberração. – perguntou Edmund levantando – se rápido de onde estava.

– Lady Lilith nem sempre sabe o que eu faço, mas é uma boa pergunta, a segunda parte do plano a inclui.

E saiu arrastando atrás de si uma nova versão de Megara, um cavalo de Tróia para Miguel, o céu estava mais escuro do que o normal e ao longe Sonya observava as mudanças.

Edmund correu alçando vôo precisava alertar a todos sobre o que estava para acontecer.

Raios e trovões se multiplicavam e os noticiários mortais diziam que esse ano seria o ano das tempestades elétricas.

O que eles não sabiam é que a cada raio que descia, um novo anjo caia. A Terra seria invadida por anjos e a força das tempestades abrindo buracos e causando catástrofes, faria com que demônios também aparecessem.

Os quatro principais Arcanjos estavam em guerra e agora era cada um por si e que vencesse aquele que fosse mais esperto.

A sorte estava lançada, corações estavam agoniados e retornos estavam próximos…

 

 

Continua…

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