Amy Bradley (Pt.1): O Fantasma do mal

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Escrito por Gabi Waleska

O vento não soprava frio, não era noite e nem estava chovendo. Na realidade era um dos mais belos e brilhantes dias do sol, típicos do sul nesta época do ano. As pessoas seguiam para seus trabalhos, pensando talvez em seus problemas, talvez em suas felicidades, não sei dizer. Eu estava realmente preocupada com meu pesadelo particular. Enquanto houvesse nascer e pôr do sol isto me assombraria. Ir para a escola neste mês, faltando apenas um mês para minha jornada ali terminar, pois no fim do semestre eu iria para outra escola, e apenas aquelas lembranças terríveis me perseguirem para onde quer que eu fosse.

Gostaria que esse pesadelo fosse um professor ruim, um monstro dessas histórias ou um vampiro sedutor. Mas meu pesadelo particular era um garoto. Um garoto muito bonito, da minha idade mais ou menos, alto, o tipo de beleza que chama a atenção. Porém ele chamou apenas a minha atenção. Motivo? Apenas eu o poderia ver. Ah, não se espantem, meu problema é um espírito. E ele sabe que posso vê-lo, por isso as coisas pioraram. Por quê? Por que ele é um chamado espírito obsessor.

Nota para vida: Espíritos obsessores não são nada bonzinhos. Eles são aqueles que trazem o caos às situações, aqueles que ficam fechando portas com força, que fazem as coisas quebrarem, que sugam a energia das pessoas e as deixam desanimadas, sem vontade, com frio em pleno dia de sol. Pois é. E este espírito aqui não quer ajuda, ah não, quando ele soube que eu podia vê-lo ele começou a ser mais diabólico, o que me trás o problema: hoje. Hoje haverá um baile de primavera na minha escola, o que implica dizer que ele irá aproveitar. Mas seria pior se fosse no Halloween, é um dia de poder, onde os portais dos mundos estão abertos e os seres sobrenaturais ganham mais força, e que se fosse este o caso eu teria que chamar meu amiguinho Jeremy para dar conta deste aqui.

Eu não gosto de festas, não tenho muitos motivos para ir, meu trabalho me impede. Sou Amy Bradley, prazer, tenho 15 anos e vejo espíritos que ficaram presos na terra após a sua morte. Não tenho mais medo deles, pois com o tempo aprendi que posso ajudá-los. Tenho me dado bem nesta escola até este se dar conta do que faço e ter realmente me tirado do sério com muito humor negro. Já foram cinco acidentes na escadaria para o 3º andar e as pessoas já evitam passar por lá, três desses acidentes causaram fraturas graves. Duas brigas sem motivo por que passaram a mão em alguém – e adivinha quem passou a mão? Alguém que só eu vi – e uma tentativa de suicídio por causa de tristeza, frio e dores de cabeça. Apenas eu via quem causava estas coisas e era hoje que eu faria meu trabalho.

Foi pensando nisso que entrei na sala de aula e pensando nisso fui para o intervalo. Não o tinha visto hoje. Ele não era daquela escola, surgiu do nada no final do ano passado e há três meses percebeu que eu o via quando o atrapalhei de causar um acidente a uma professora. Ela estava descendo a escada quando uma lata de lixo se moveu no topo da escadaria e iria derrubá-la quando eu o vi e gritei. Foi nesse instante que ele me encarou e seus olhos tão azuis me fuzilaram com espanto. A professora nada notou, continuou seu caminho, mas ele se empertigou e veio até mim.

– Você pode me ver? – Sua voz não era ruim, e tinha um tom de espanto.

– Claro, e posso lhe ajudar a sair daqui. – Falei tentando ser profissional.

– Sair daqui? – Ele me encarava curioso – Por que acha que devo sair daqui?

– Você está preso neste mundo e posso ajudá-lo a encontrar seu caminho – expliquei, enquanto ele abria um sorriso travesso e eu começava a me sentir incomodada.

– E por que acha que quero sair daqui? – falou com um sorriso torto.

– Qual o seu nome? O que te prende aqui? Eu sou uma mediadora e posso ajudá-lo – falei.

– Olha, mediadora, eu não quero sua ajuda. Eu quero ficar aqui e ponto final. Não interessa esse blá-blá-blá de seguir em frente, foi por causa de um chato desses que vim parar aqui. Tive que abandonar minha ultima escola por que ele não parava de me encher com isso, mas você é apenas uma garotinha e não vai me fazer mudar de novo! – E ele disse isso aumentando a voz, e me cutucando com o dedo para me fazer recuar, mas me mantive firme.

– Cara, eu não tenho medo de você, e já basta dessas brincadeiras com as pessoas. O que elas fizeram para que você as perturbe tanto?

– Não é da sua conta, sua metida. – dizendo isso ele sumiu.

É, foi um grande começo. Desde então ele sempre tem aprontado no momento em que estou passando, e como se as pessoas já não me evitassem, agora me ligam às coisas ruins que aconteceram, eu sempre vinha chegando ou passando na hora dos acidentes. Passaram a me chamar de Carry, a estranha, mas isso não importa muito, não tenho tempo para essas pessoas que confundem poderes telecinéticos de atividades paranormais. Meu problema maior se chamava Will Evans – sim, eu descobri seu nome. E hoje eu daria um ponto final nesta história.

3

Estava chegando à cantina quando Duke Sandersen me abordou, ele era atleta e vivia rodeado de amigos, por isso estranhei ele estar sozinho. Alto, com aquele casaco ridículo de atleta do 2º ano, cabelos quase prateados e olhos verdes espertos. Não, eu não tinha uma queda por ele e minhas regras dizem: nada de distrações.

– Amy! – Ele sorriu, o que me fez estranhar mais ainda.

– Pois não? – tentei ser educada, mas na verdade fui ácida como limão, ele ignorou isto.

– Sei que as garotas são quem convidam os caras para este baile, mas você não gostaria de vir hoje comigo? – disparou, e ele parecia ansioso, o que me pegou de surpresa.

– Anh… – balbuciei algo assim – Baile?

– Isto é uma pegadinha – disse outra voz ao meu lado e instantaneamente olhei para lá. Will, o espírito, estava ao meu lado incrivelmente sério.

– Sim, eu acredito que você ainda não tenha par, tem? – Duke continuou – Posso te buscar às oito?

– Não aceite. – Will soprou em meu ouvido – eles já planejaram lhe humilhar esta noite. – senti um calafrio, – Carry, a estranha, foi no que pensaram para lhe pegar esta noite. – Eu fiquei olhando para os olhos azuis de Will, pensando que seria uma armadilha dele e também de Duke, pois ele nunca falava comigo.

– Ainda estou esperando sua resposta, Amy. – Duke pressionou.

– Não vou ao baile. – Disparei, eu não iria mesmo, sairia escondida e fantasiada para caçar Will e mandá-lo para onde deveria ir – Lamento, Duke, mas acho que Nancy aceitará seu convite.

– Amy, é sua chance de brilhar, de ser popular – Duke insistiu.

– Amy, não! – Will insistiu. Olhei de um para o outro sem entender.

– Não quero ser popular. Vou sair dessa escola no próximo mês de toda forma. – Falei para Duke e ele franziu o cenho.

– Sair daqui antes do fim do semestre? – ele franziu as sobrancelhas, parecia desconfiado.

– Sim. Vou me mudar com minha família, então não precisa se preocupar com isso Duke. Vá, convide Nancy. – dito isso sai andando de volta para a sala, não iria pisar na cantina com esse menino me enchendo lá.

Já tinha andado quase todo o caminho para a sala quando Will me surpreendeu ao meu lado. Eu não me assusto muito fácil, mas estava tão perturbada com o ocorrido que saltei alguns centímetros à esquerda.

– O que está fazendo? Já não causou acidentes demais, agora quer me matar? – disparei.

– Você vai se mudar? – Ele perguntou ignorando minha acusação.

– Vou, e daí? – indaguei sem entender.

– Por quê?

– Por que vou me mudar? – estranhei a pergunta enquanto ele assentia – Por que é preciso, ora, mas por que está querendo saber?

– Pensei que você quisesse me fazer mudar de idéia – falou – me fazer seguir em frente – completou fazendo aspas com os dedos.

– Eu não desisti disso, então, você quer? Por que se quiser vai me poupar uma trabalheira de vir aqui hoje à noite. – me animei.

– Como assim? – ele arregalou os olhos

– Seguir em frente!

– Não, você disse vir aqui hoje? Você não pode! – Ele se exaltou tanto que me segurou pelos braços. O que me fez o empurrar, horrorizada com sua força.

– Como assim? Por que está agindo tão estranho? E como ousa… – Me calei, pois ouvi passos e entrei no banheiro feminino na porta à direita, infelizmente Will me acompanhou.

– Eles vão lhe machucar Amy! – Ele disse meu nome com tanto desespero que me arrepiei.

– Como você pode saber disso?

– Eu os ouvi. Estava planejando a próxima peça que eu ia pregar quando vi esses caras do clube atlético dizendo seu nome e eles estavam planejando o que fazer esta noite. Estavam tão confiantes que você iria aceitar o convite, que você viria – ele fechou os olhos e expirou com força. Espíritos não respiram, mas eles fazem às vezes por força do hábito. E como que por deixa eu ouvi a voz de Duke.

– Pensei ter ouvido a voz dela aqui, que coisa!

– Deve estar falando sozinha de novo, planejando o seu acidente hahaha – outra voz riu – Mas ela não aceitou mesmo cara?

– Não…

– Pensei que ela ficaria tão boba que nem pensaria, não precisaria de tanto para convencê-la. – Uma terceira voz mais grave disse – Cara, essa garota é realmente esquisita, espero que realmente saia daqui para essas coisas ruins pararem de acontecer.

– É, depois do Lewis – Uma quarta voz continuou e fez um silencio pesado por que Lewis foi um dos acidentes que Will causou mais pesados e eu o fuzilei com os olhos, enquanto ele dava de ombros, Lewis fraturou um braço e quebrou três costelas, o impedindo de jogar pelo resto do semestre.

– Pelo Lewis, essa azarona irá pagar! – A segunda voz disse e todos repetiram.

-Vamos, tenho que convencê-la de ir a esse baile comigo, ela vai se arrepender de ter estudado aqui algum dia. – Duke falou e as vozes se afastaram.

– Viu? – Will falou – Eles já têm tudo planejado.

– E a culpa é sua – disparei com raiva – se você não tivesse causado tantos acidentes graves! E bem na hora que eu estava presente, isso não estaria

acontecendo! – falei sussurrando para o caso deles voltarem e Will abaixou a cabeça.

– É, a culpa é minha. – Olhei para ele espantada – Esses merdinhas tratam as vidas deles como nada, se drogando, abusando das meninas, se embebedando… Eu queria dar-lhes uma lição, não queria matar ninguém. Todos esses acidentes, inclusive o da sua amada professora eram para ser lições. – Ele falou com raiva.

Continua

Comente, diga o que achou! Seu comentário incentiva o autor e faz com que continue a escrever novas histórias!

3

Oi gente, espero que estejam gostando, esse é minha primeira história aqui e é apenas um pequeno conto sobre a personagem da minha próxima história, Amy Bradley, uma garota que vê espíritos e os ajuda a seguir em frente. Comentem sobre o que acharam, criticas, elogios e sugestões são muito bem vindos! Nos vemos próxima terça. Beijos, G.W.

6 comentários em “Amy Bradley (Pt.1): O Fantasma do mal

  1. Olha, eu particularmente só encontrei dois defeitinhos…
    Primeiro: Você já carrega a marca dos autores do HCE: “PARAR A ESTÓRIA NA MELHOR PARTE”(poxa maldade isso…rs)
    Segundo : Tá curtinho, quero mais!!!!! Kkkk
    Bem vinda Gabi, já estou amando ❤

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