Enchatriagge (Pt.4) – Encantador de Belas Damas

Enchatriagge (Pt.4) – Encantador de Belas Damas

Escrito por Lillithy Orleander

PassionFire

O Sol começava a se pôr preguiçosamente e a ausência de luz,  lançava sombras sobre as pequenas casas do vilarejo, que agora acalmava – se de sua rotina diária.

Auster saia das sombras á passos lentos e cautelosos, mas de forma determinada e austera como um rei.

Lucas agora havia tomado nossa frente, passando a olhar o estranho com imponência para intimidar o forasteiro, mas a artimanha parecia não surtir efeito no mesmo, já que este sustentava olhar com o mesmo poder.

Pietro então deu um passo atrás como se tentasse se esconder. Eu só não sabia se era de vergonha pelo fato que acabará de ocorrer ou se de medo que o recém-chegado decidisse lhe causar algum mal.

Niacksa e Ann olhavam de soslaio cada movimento que ele fazia e eu o mirava tentando entender o turbilhão de sentimentos e coisas que se passavam em minha mente.

– Lucas… Me chamo Lucas.

Eles apertaram as mãos e por alguns instantes aquilo parecia um duelo, onde um tentava medir quem possuía mais força entre o aperto e olhar.

Auster soltou a mão de Lucas e abaixou o capuz que encobria sua cabeça, olhando – nos um á um com olhar inquisitivo, esperando que qualquer um de nós decidisse declinar ao seu olhar incomodo.

– Mas diga-me – perguntou Lucas, que á está altura tinha o aval do grupo para responder como líder – Por que deseja se unir á nós, estranhos? Desconhecidos?

Auster deu um sorriso alvo e meio torto.

-Negócios. – respondeu lacônico.

-Negócios?

-Sim, temos um inimigo em comum, portanto assim que terminei de ver o episódio mais cedo e pensei em intervir, vocês saíram da situação melhor do que eu esperava. Então pensei que poderíamos formar uma aliança. Eu lhes daria um pouco mais de segurança e  vocês me proporcionariam a oportunidade de alcançar meu intento.

Não farei perguntas e os acompanharei de longe.

– Estamos de partida. Não temos inimigos. E o desentendimento de hoje mais cedo, com aquele homem acabou. Não precisamos de segurança. – respondeu Lucas um tanto irritado.

– Sarifh irá atrás de vocês. – e apontou para mim e para Pietro.

Ele tem informantes que os seguiriam aos confins do mundo, como cães sarnentos procurando os despojos do inimigo para se fartar, esperando somente o momento certo para pega – los.

– E o que você quer desse homem?

– Ele me fez perder algo e agora ele deve pagar. Com isso eu ganho e vocês também.

A noite caia, mas rápido do que parecia e nós continuávamos parados no mesmo lugar, feito estatuas de sal que ficam esperando somente a brisa do vento para nos destruir.

O estranho não nos passava confiança e se vestia tal qual um mercenário. Suas repostas eram verdadeiras esquivas e a desconfiança só aumentava.

Por fim, silenciosamente, Niacksa passou pelo demais para tomar a frente.

-Nômade?

– Sim.

– Diga-me, de onde vens.

Auster puxou a cimitarra de gume azulado, lançando centelhas de luz no mesmo tom ao solo.

Pietro se agachou, por instinto com medo das luzes fantasmagóricas. Lucas estendia sua mão como se estivesse hipnotizado e pronto á toca – lás a qualquer momento.

Eu me senti novamente no deserto, olhando Lucas ascender do centro da água.

Auster me fuzilava com os olhos, e naquele instante eu percebi que os meus respondiam na mesma intensidade dos dele e os mesmo sentimentos pareciam fervilhar em nossas almas.

Raiva, ódio, submissão, medo, desejo…

Niacksa caminhou na direção de Auster sem se importar com qual de nós estava em seu caminho, parou diante dele e antes que Auster pudesse dizer qualquer coisa, ela lhe deu uma bofetada.

– Nunca. Mas nunca mais ouse fazer isso novamente. Você entendeu?

Auster olhou – a nos olhos e abaixou a cabeça como se pela primeira vez estivesse desnorteado.

– Sim, senhora. – e abaixou a cabeça envergonhado.

– Agora vamos, recolha suas coisas espadachim e nos siga. A noite chegou e para um dia tivemos novidades e surpresas demais. – disse Niacksa olhando de Auster para Pietro.

A noite correu sossegada e deu lugar a preguiçosa Aurora, que caminhava nos céu trazendo os primeiros raios de Sol.

Decidi então ir até o deserto, meu corpo sentia necessidade de “renascer” novamente.

Me levantei e por cima de minhas vestes coloquei uma capa púrpura que escondia meu rosto. Sai do quarto deixando Ann e Niacksa dormindo.

Como sempre ocorria senti o fogo queimar de dentro para fora e num grito gloriosamente belo o som do crepitar das chamas fez seu trabalho.

Quando voltei ao solo, procurei por minha capa que havia deixado um pouco distante para que não se destruísse no processo, mas não á encontrei, foi então que ouvi uma voz pouco conhecida sussurras um gracejo.

– Não é sempre que podemos ver o Sol descer com tanta graça e beleza do céu para nos saudar.

Auster segurava minha capa, sentado sobre as pernas, a sombra de uma arvore ao longe. Eu o olhei com ira e caminhei em sua direção esquecendo até mesmo o fato de estar nua.

– Você é um ser desprezível.

Arranquei a capa de sua mão sem ao menos me importar de olhar seu rosto, me enrolei e tentei sair o mais rápido que pude da presença de Auster mas ele me segurou pelo braço.

– Eu não costumo receber não como resposta mi Lady. E com você não vai ser diferente.

Você sentiu o que eu senti.

– Não sei do que você está falando. – respondi soltou meu braço de sua mão e caminhando de volta até a hospedaria.

-Mhina?

Eu continuei caminhando.

– Você é única! – foi tudo que ouvi de Auster.

Cheguei á hospedaria e uma moça de cabelos loiros e olhar infantil, andava de um lado á outro arrumando mesas.

– Bom dia senhora, o café será servido logo mais. – me sorriu um riso doce, sem interesses, totalmente inocente.

Ann descia ao lado de Pietro, só andavam assim agora. Pietro fez de Ann sua mãe.

Eu sorri ao vê – los e fui em direção ás escadas, precisava me trocar.

– Mhina,querida. Onde esteve que me levantei e não vi na cama?

– Fui ver o nascer do Sol.

Ela assentiu com a cabeça e me deixou passar, tudo era mais fácil com Ann, ela nos compreendia sem muitas perguntas e muitas vezes somente um olhar bastava.

Cheguei ao quarto e decidi abrir a porta com cautela para não  acordar Niacksa, ma ela já não estava lá.

Fui até minha cama e notei para meu espanto um pedaço fustigado e rasgado de minhas antigas vestes.

– Mas como que… Auster

Peguei uma nova roupa e me vesti, arrumei o cabelo e as poucas coisas que agora eu possuía para a viagem e resolvi descer para o café.

– Você é exuberante, graciosa.

E então senti a mão fria tapar – me a boca. Eu me debatia e tentava lutar contra a força que me puxava para escuridão, mas era quase impossível.

E foi então que senti o calor queimar dentro de meu corpo e aquecer a palma de minha mão de forma absurda

Seriam meu medo e desespero me causando alucinações?

Quando tentei puxar novamente as mãos de meu opressor  mais uma vez, eu o ouvi gritar.

– Aberração maldita!

Era minha chance de tentar correr e fugir de Sarifh, que agora segurava suas mãos queimadas.

– Sarifh? Incomodando a moça? – era Auster que vinha acompanhado por Lucas

– Mhina, está tudo bem? – perguntou – me Lucas preocupado.

– Sim, eu só… – não tive tempo de responder

– Auster, meu caro. Quanto tempo? – falou Sarifh cheio de cinismo. – vejo que mais uma vez no encontramos. Espero que aquele fatídico episódio do passado tenha sido esquecido.

– Maldito, eu ainda estou te caçando por aquilo e acredito que chegou  hora do acerto de contas, seu cretino.

– Ora, ora. Então você ainda busca vingança?

Os olhos de Sarifh faiscaram ao mencionar tal palavra e então sua gargalhada de desdém ecoou no corredor.

– Lucas, tire Mhina daqui. AGORA !!!

Lucas me puxou escada abaixo, chamando por Ann e Pietro. Niacksa havia saído para terminar de negociar nosso embarque em um barco que logo mais partiria para o Sul.

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

– Você realmente acha que aquela aberraçãozinha vai ser sua Auster? Logo você, um homem que se deitou com tantas mulheres corretas prostitutas, correndo atrás de um monstro? Deixe – a para mim eu sei bem o que fazer com ela.

E isso não faz nem seu gênero.

– Não é da sua conta e eu sabia depois do que vi que ela o traria até  mim. Você sempre vem atrás das raposas astutas ou você acha que me esqueci que você também é um admirador de belos rostos e corpos.

– Ah Auster você ainda se refere a sua doce irmã?

– Não ouse falar dela seu porco imundo!

– Auster, Keramidhê me chamava com os olhos, e seu dançar era dos deuses, nem mesmo você teria resistido se ela não fosse tua irmã.

– Você merece morrer Sarifh!

A espada cortou o ar causando um ferimento curvo na face de Sarifh, o golpe seguinte atingiu sua cintura que começava a gotejar sangue no chão.

Sarifh cuspiu no chão segurando o lado ferido e se aproximou da janela.

– Então mate – me mas somente depois que eu lhe roubar a graciosa e matar o pequeno monstrinho, hahahahaha. – saltou pela janela.

Auster correu para o batente da mesma na esperança de alcançar  Sarifh mas esse cavalgava já ao longe, em seu cavalo ao lado de dois capangas.

Auster desceu as escadas com urgência, precisava encontrar os outros. Precisava encontrar Mhina…

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

“Quando nasci, uma senhora que morava em minha aldeia, disse á meus pais o meu destino.

– Ele é pequeno, mas era forte. A espada que escolheu eu ancestral, terá pelo menino grande apreço e depois dele não haverá outros que a possuam, pois nas mãos deste garoto ela encontrará seu destino.

Mas tomem cuidado haverá um tempo em que a ganância se apoderará dele e essa pode ser tua ruína.

Meus pais, por um determinado tempo, tiveram medo da previsão, mas acabaram por fim esquecendo.

O tempo passou e então veio ao mundo Keramidhê, minha irmã.

A sorte foi esquecida e os tempos prósperos bateram nossa porta sem ao menos pedirmos.

Meu pai, Said tornou – se arrogante e ganancioso, começou a no abandonar aos poucos e parou de escutar as pessoas sábias que próximas a nossa família, o aconselhavam.

Minha mãe, Quelimaê, faleceu quando fiz 15 anos e Keramidhê 10. Meu pai nem pareceu perceber o que ocorria logo nos deixou com uma ama e quase não nos via mais.

Em uma de suas longas viagens, conheceu um homem que se dizia amigo, ele se interessou por nossa família e um tempo depois pela espada de meu pai.

Uma cimitarra que a muito deixará de ser usada e havia sido presente de meu avô antes de falecer.

Keramidhê tinha 16 anos quando Sarifh entrou em nossas vidas e eu 21, ele se aproximou de mim e me ensinou o caminho para os prazeres da carne.

Era – me fácil conseguir mulheres, fossem elas noivas, casadas, solteiras, feias, belas, jovens ou senhoras… Eu idolatrava aquela vida, mulheres, dinheiro, bebidas, eu estava me tornando semelhante ao velho Said e eu queria mais.

Mas em uma noite fui obrigado a abrir os olhos, Caleb um servo fiel de longa data, que havia crescido conosco pediu para conversar comigo.

– Senhor, desculpe me intrometer, são vossos convidados e de vosso pai, mas acredito que Lord Sarifh tem lançado olhares de cobiça para com vossa irmã, Keramidhê.

– ah Caleb, será isso coisa de sua cabeça? Ou isso se deve ao fato de sua antiga paixão por minha irmã?

Caleb sorriu sem jeito, mas me fez prometer que eu observaria.

Fiz a promessa para Caleb, mas assim que virei as costas sorri achando ser besteira de meu jovem amigo apaixonado.

Naquela mesma noite Keramidhê dançou para meu pai, que a exibia como troféu, e seus convidados, enquanto eu olhava Sarifh.

Caleb tinha razão, ele a cobiçava de forma desconcertante e Keramidhê fugia de seus olhares desesperadamente. Mas nem as recusas dela o faziam parar de tentar.

Meu pai faleceu de forma misteriosa, uma semana depois da partida repentina de Sarifh. Nós o encontramos deitado em sua cama como se estivesse dormindo, mas a mão estendida em direção ao chão e taça caída nos dizia o contrario.

Não houve luta, não houve visitantes estranhos, apenas o silêncio.

Keramidhê chorou durante dias e não saia mais de seu quarto.

Eu tomei o lugar de meu pai nos negócios mas não tinha jeito pra coisa como ele e também não larguei a minha vida de luxos e prazeres caros.

Eu gastava demais e Caleb e Keramidhê decidiram me confrontar para que eu tomasse uma posição firme para conter os gastos, ma eu não quis ouvi-los. Briguei com os dois e os mandei partir caso não estivessem satisfeitos.

Uma semana depois eu amaldiçoava o casal que agora partia de minha casa para uma vida em comum.

Keramidhê partiu chorando, consolada por Caleb.

Com o tempo as noticias chegavam, eles não tinham filhos, moravam numa casa simples, mas a felicidade se sentia ao longe.

Minha ruína, como predito, terminou por chegar alguns anos depois. Tudo o que me restou foi a velha casa caindo aos pedaços e a cimitarra de meu pai, a fortuna havia acabado.

Quebrei meu orgulho, tomei a espada de meu pai nas mãos e parti deixando, sem olhar pra trás, as ruínas de um império que surgiu do nada, mas seu senhor não soube mantê-lo.

Caminhei por longos dias e quando finalmente me acerquei da pequena casa, pude ouvir os gritos estarrecedores, saí correndo desesperado.

Caleb jazia morto na entrada da porta e quando finalmente adentrei a casa me deparei com a cena que me fez fervilhar em ódio.

Dois homens seguravam Keramidhê enquanto Sarifh satisfazia suas vontades carnais.

Puxei a espada sem ao menos saber usa-lá, mas Sarifh foi mais rápido e fugiu pela janela segurando as calças enquanto ria insanamente.

– Ela de fato era primorosa!

Seus capangas ficaram para me atrasar, mas não sobreviveram para contar a Sarifh que eu o caçaria daquele dia em diante.

O primeiro puxou um par de espadas mas devido aos desequilíbrio e tamanho eu rapidamente,mesmo que sem jeito, arranquei-lhe a cabeça.

O outro arremessou uma massa em minha direção que jogou a espada longe.

Entramos num corpo á corpo violento, mas ele levava a melhor.

Jogou-me no chão e dava-me socos no rosto e nos restante do corpo.

– Você poderia ter morrido como seu pai.

Em silêncio e sem dor.

Eu olhei para o homem que agora segurava meu pescoço entre suas mãos e começava a me sufocar, só então eu entendi Sarifh também havia matado meu pai.

Eu comecei a perder as forças, que já não eram muitas, e então vi os olhos do homem em cima de mi se vidrar e de sua boca um rio de sangue jorrar.

Keramidhê havia transpassado o homem com a espada do capanga que jazia morto.

Ela se afastou com as vestes rasgadas e sujas de sangue, puxou o corpo sem vida de Caleb e começou a niná-lo, e só nesse instante eu percebi que Keramidhê também amava Caleb.

– Eu pedi á ele para falar de Sarifh, mas você não o ouviu e também nada tentou fazer. – e olhou o corpo sem vida de seu amado.

– Me perdoe,irmã. – meus olhos se encheram de lágrimas.

Keramidhê se levantou e caminhou até mim, sorriu, acariciou – me o rosto e eu beijei a palma de sua mão.

Ela caminhou até a porta e olhou para o horizonte enquanto eu ainda estava estático, puxou uma adaga sabe-se lá de onde e cravou no próprio peito.

Eu corri até o corpo antes que tocasse o chão, e o coloquei no colo, eu chorava, eu gritava. Tirei a adaga de sue peito.

– Caleb. – foi tudo que minha doce Keramidhê disse antes de fechar os olhos para este mundo.

Eu sofri durante meses e o sentimento de vingança me tornou mais frio e mais forte. Aprendi a lutar, aprendi o manuseio das armas e minha cimitarra se tornou companheira de batalhas e fruto da minha futura vingança.

Sarifh iria pagar.

Eu o caçava nos muitos caminhos que seguia e como homem que provou todos os aromas não deixei o vício da mocidade : mulheres.

Em minha cama elas vinham de forma fácil, mas nenhuma prendia minha atenção por mais de uma noite, sempre deixava na manhã seguinte um coração partido em ao menos olhar para trás para remediar o estrago.

Mas na última vez não foi assim…

A noite havia sido além de maravilhosa, extasiante. A dama com quem me deitei não me disse seu nome e eu não fiz questão de sabê-lo,não queria criar vínculos para quebrá-los antes de partir na manhã seguinte,

Qual não foi minha surpresa ao acordar e ver o leito vazio, ela estava sentada na soleira da janela.

– Ia partir sem me dizer adeus, jovem Auster?

– De forma alguma mi Lady. – menti.

– Ora deixemos de mentiras lisonjeiras, meu caro.

O tecido transparente de suas vestes rosadas me instigava novamente, enquanto ela atravessava o quarto graciosa como uma pluma quando cai,seus logos cachos dourados me faziam tremer, e os olhos verdes pareciam ler a minha alma.

Ela se aproximou e o calor de sua mão acariciou meu peito de forma sutil.

-Sua fama se arrasta pelo país Auster, o encantador.

O homem que sempre deixa mulheres suspirando, corações partidos e maridos enfurecidos.

– Não sei ao que se refere senhora, mas devo partir. – e afastei sua mão de meu peito.

Ela deu a volta até ficar atrás de mim, enlaçando meu pescoço e exalando um perfume adocicado de gardênias, ela encostou os lábios em meu ouvido e o hálito quente me fez fechar os olhos.

– Eu sei o que procuras e sei também que iras encontrar.

Mas, belo encantador. Para conseguir aquilo que almeja irás encontrar alguém em teu caminho que colocará face á face com teu destino. Tal ser aquecerá tua alma e não tua cama.

Você sentirá o desejo arder latente e será desprezado, terás que lutar para arrefecer-te e para domar o fogo que dela emana.

-Hahahaha, minha senhora lamento informar, mas a única que me aquece a alma é minha espada.

– Ria encantador, ria… Tú a chamará de única e receberá nada mais que o desprezo.

Ela então abriu a porta ainda sorrindo e me mandou partir…”

Alguns dias depois consegui uma pista de Sarifh, era chegada a hora do acerto. Por meu pai e por Keramidhê,mas parecia que ele já tinha suas próprias presas, o rapaz franzino e a dama de vermelho escarlate…

-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*

Niacksa nos viu correr de encontro á ela em entender.

– Mas o que vocês estão fazendo aqui?

– Sarifh.. – foi só o que Lucas disse.

-Pietro novamente? – perguntou Niacksa

Mas dessa vez oi Ann quem respondeu.

-Parece que Sarifh mudou de alvo. – e me olhou como se faltasse um pedaço.

– E Auster?

-Ficou para atrasar Sarifh. – respondeu Lucas.

– Ann, vejo problemas.

– Muito em breve Niacksa, muito em breve.

Agora estávamos os 5 olhando para o mar se perguntando cada um dentro de si, qual de nós sobreviveria quando Sarifh nos encontrasse outra vez…

Continua

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6 comentários em “Enchatriagge (Pt.4) – Encantador de Belas Damas

  1. Perfeito!Adorei!
    Mas suspeito que o Auster não seja só um personagem,e se não for por favor me diz onde tem que eu vou buscar kkkkk
    Parabéns a escritora.

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