Coração de Ébano

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Por: Natasha Morgan

 

As sombras sempre a acolheram num abraço sedoso. Roçavam sua pele com pequenas carícias geladas, aquelas brumas escuras e sedutoras. O frio era bom, envolvia sua alma com gentileza. Era acolhedor. Seco. Intrínseco.

Num abraço, num roçar ocasional, ela sempre se sentira acolhida.

Ou não sentira absolutamente nada.

As sombras a tornaram fria. E o frio era bom.

Ao menos sempre se sentira extremamente confortável.

Scatha a reivindicou como sua filha anos atrás, forçando-a a abraçar as sombras que ela tanto temia e trancafiava dentro de si. Quando as deixou entrar libertou-se por completo. Deixou para trás a garota amedrontada, sentimental e insegura que fora Báirbre e se tornou a mulher de sombras.

Ebony.

Não sentia.

Absorvia. Continuar lendo “Coração de Ébano”

Giovanni’s – Fim…

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Por L. Orleander

Luara urrou de dor ao sentir o ferro frio cortar – lhe a pele. A visão turvou – se e por um instante tudo fico excessivamente claro.

Ian aproximou – se da moça e olhou – a como se a encontrasse pela primeira vez, afastou o emaranhado de cabelo do pescoço pálido, vislumbrou o sinal de um dos anciãos que recolhiam o sangue da moça em um cálice e segurou o ar. Continuar lendo “Giovanni’s – Fim…”

A Irmandade Dos Bruxos Modernos (Pt. 21) – O Pergaminho

 

transferirCapítulo 21 – O Pergaminho

Escrito Por: Alfredo Dobia

Com apenas um leve empurrão à porta do bar dos Humánimol se abriu e logo depois os Anderson, Lúcia e Sasha, passaram por ela. Diferente do bar onde Lúcia trabalha, este era enormemente espaçoso. As paredes tinham um tom escarlate muito viva, quase vertiginoso e tinha algo que Lúcia e Sasha simplesmente não conseguiam deixar de vislumbrar além da vivacidade da cor… Havia pequenas estantes de madeira presas nela, alinhadas de forma organizadas e pejada de livros de diversos géneros, desde a literatura clássica à literatura urbana.

O bar dos Humánimol era pouco frequentado pelos humanos comuns, quase ninguém sabia daquele lugar. Só as pessoas ligadas ao mundo sobrenatural tinham o total conhecimento do bar.

As janelas abertas mostravam o sol decadente proveniente da lua minguante. Havia também um pequeno palco onde na qual um jovem cantarolava com alma, paz e espírito. Sua voz trazia uma tranquilidade invejável, era como se ele massajasse os ouvidos dos seus ouvintes com cada nota que suas cordas vocais liberavam.

Homens de idade mais ou menos compreendidos entre os vinte e cinco a trinta e pouco anos, ocupavam as mesas do bar, consumindo bebidas comummente conhecidas pelo seu poder elevadíssimo de álcool. A garrafa em consumo estava quase no fim, e varias outras já havia sido consumidas não muito tempo atrás, mas nenhum dos homens mostrava indícios de embriagues — era como se aquelas bebidas não surtissem tal efeito neles.

Uns conversavam amigavelmente, desfrutando da boa música que o jovem talentoso cantarolava, acompanhado de uma banda cujos, os integrantes estavam com indumentárias formalmente elegantes e charmosas. Outros quase não se ouviam. Todos falavam ao mesmo tempo.

— Esse bar é incrível! — afirmou Lúcia Wayler, enquanto caminhavam até o balcão.

— É sim, super incrível — Sasha acrescentou. — Mas olha pra esses caras, eles parecem aqueles gangster dos filmes. Não acham?

Os olhos da Sasha se curvaram na mesa dos homens que falavam alto de mais, parecia mais uma discussão do que um simples debate entre adultos.

— Relaxa morena — Valter disse. — Os Humánimol são super gente boa.

Após uns segundos, um homem de corpo magro e olhos negros levantou-se de sua cadeira e cuspiu nos olhos de um outro homem. Eram os mesmos caras que falavam alto de mais. Parecia que estava rolando certos atritos entre eles. O homem cuspido gritava dolorosamente, queixando-se da sua fraca visão. Seus movimentos bruscos fizeram com que seu braço derrubasse uma garrafa de Jonh Walker ao chão.

Lúcia e a Sasha se viraram pro Valter que rapidamente arqueou as sobrancelhas e acrescentando, disse:

— A não ser que você os provoque.

Sasha bufou.

Eles chegaram até o balcão e uma moça ruiva, linda e incrivelmente sexy saiu da outra porta de trás. Seus olhos cinzentos-claros foram de encontro aos rostos dos Anderson, enquanto seus lábios abriam um largo sorriso a eles poderosamente sedutor. A sharon em seu belo corpo a dava um ar de sexualidade magnética quase irresistível.

— Nossa, quanto tempo — disse a moça, feliz em ver os irmãos Anderson. — Chris Anderson, o jovem bruxo lindo, encantador e amigo de todo mundo… e seu irmão Valter Anderson, o bruxo arrogante, sedutor e perdidamente apaixonado por ele mesmo.

— Oi Eva, vejo que continuas sempre adorável — disse Valter abrindo um curto sorriso pra ela, tentado construir um contacto visual.

— Sem essa Valter.

Lúcia e a Sasha riram.

— Como vai Eva?       — indagou Chris.

Eva o encarou atentamente, como se estivesse estudando os pensamentos do Chris.

— Oi — ela respondeu. — Vejo que finalmente decidiste dar uma nova oportunidade ao amor.

Lúcia franziu a testa, olhando de relance pra Eva.

— Como você sab… Chris tentou falar, mas foi logo interrompido.

— Eu sou meio humana meio animal. Tenho os sentidos muito bem apurados e muito acima do normal. Posso sentir o bater de um coração apaixonado a longos metros de distância.

Chris piscou os olhos, sentindo-se desconfortável com aquela conversa.

— Não foram os meus sentimentos que me conduziram cá. Nos viemos até aqui com a esperança de que nos poderias ajudar.

Eva encostou seus ombros no balcão minuciosamente, deixando seu rosto muito próximo a do Valter.

— É sempre um prazer ajudar vocês. Em que vos posso ser útil?

— Gostaríamos de falar com o grande Marcos, estamos procurando algo muito antigo que ele vem guardando durante anos.

— Aguardem um pouco. Eu vou saber se ele pode vos receber.

Os Anderson assentiram em sinal de concordância. Eva voltou a entrar pela porta por de trás do balcão. Sasha se virou para o jovem músico, mirando-o atentamente. Além de cantar bem, ele era portador de uma aparência invejável, e ela tinha uma estranha sensação de que já o vira em algum outro lugar.

— Você conhece ele? — Lúcia quis saber, notando o olhar observador da amiga.

— Não propriamente. Mas sinto que já o vi antes, só não lembro de onde.

Lúcia também mirou o jovem músico e logo depois as coisas começaram a fazer mais sentido.

— Ahm, já sei de onde você viu ele. Este homem é o mesmo que deixava as mulheres derretidas com sua linda voz lá no shoping.

— Exactamente — Sasha confirmou. — Agora eu lembro. Foi no dia da tua folga, quando a malta saiu pra se divertir e os Anderson apareceram.

— Pois é. Mas o que ele está fazendo aqui?

— Não é óbvio? — Sasha disse.

— Não, acho que você não entendeu. Eu quis dizer o que ele está fazendo numa loja dessas. Será que ele também é um Humánimol?

Elas não tiveram tempo para perguntar sobre o músico, quando Eva depois de ter demorando cerca de cinco minutos, e voltar a aparecer do campo de visão deles. Ela estendeu a mão na porta que separava o balcão e o outro lado do bar. Levantou-a cuidadosamente e acenou para eles passarem.

Eles caminhavam em passos curtos num corredor muito bem iluminado, e não podiam deixar de observar furtivamente os desenhos pintados nas paredes. Os desenhos ilustravam a história dos Humánimol. Até que por fim, chegaram a uma porta. A decoração de dento era muito diferente com a de fora. Não havia tanta modernização, mas tinha classe e estilo próprio. Quando eles pararam na porta, olharam-se um no outro, notando que Sasha não estava entre eles. Ela estava parada na porta que entrara primeiro, passando a mão entre a brilhante exposição dos desenhos.

As imagens a chamavam atenção, como se houvesse uma certa ligação com ela. Eva a encarou, estranhando o comportamento da Sasha, e caminhou para junto dela. Os Anderson e a Lúcia a seguiram.

— Ainda não fomos apresentadas — Ela disse.

Sasha se virou pra Eva assustadamente, despertando-se do transe que os desenhos a ofereciam de forma misteriosa.

— Desculpe — disse Sasha, tirando a mão da parede.

— Eva, esta é a Sasha, uma amiga nossa — Valter disse. — Ela anda com alguns problemazinhos bem divertido, tipo matar um exército de criaturas sobrenatural sozinha e em saber como. E essa aqui é a Lúci. Bem, só está sendo perseguida por um bruxo que quer se alimentar da sua alma para ter o controlo total dos bruxos e dominar os humanos comuns. É um tédio não é?

Eva parecia surpresa.

— Uau — ela disse. — E eu que achava que tinha problemas. Agora entendo porque meus sentidos se baralhavam quando tentei buscar informações de você. Sua alma é muito poderosa, ela bloqueia completamente os meus instintos animais. E quanto a você — Eva se virou pra Sasha —, alegra-se, o Grande Marcos espera por ti.

Sasha arqueou as sobrancelhas, sentindo sua barriga fervilhando de medo das palavras da Eva, e assim voltaram a caminhar em direcção a porta até que por ela atravessaram.

O grande Marcos era um velho solene e muito inteligente. Seu corpo enorme apresentava certas cicatrizes, provavelmente causada pelas armas químicas dos homens do círculo durante sua luta contra o massacre de sua espécie. Sua barba branca descaia até seu peito e envolvia todo seu pescoço. Seus olhos negros miraram os Anderson de relance e seguiram lentamente até Lúcia e Sasha.

Ele estava sentado a uma poltrona de prata, a sua frente havia uma mesa com três livros em cima dela. Nos lados havia dois tigres deitados num tapete de seda, decorado com desenhos de animais e alguns símbolos africanos. Ele era um verdadeiro rei. Marcos levantou-se e os Anderson se aproximaram dele para o cumprimentar, respeitosamente. Os dois tigres a volta do Marco também se levantaram, transformando-se em homens de corpo esguio e cabelos grisalhos. Em seus pulsos havia uma pulseira feita pelos bruxos. A pulseira era mágica, ela fazia com que durante a transformação dos Humánimol, suas vestes fosse transferido para o mundo oculto, evitando que seus corpos humanos andassem nus.

Lúcia e a Sasha se afastaram, dando dois passos pra trás.

— Obrigado Eva. Pode se retirar — disse Marcos, e logo depois Eva se retirou.

Sua expressão facial era macrobia. Ele parecia cansado, como se estivesse morrendo.

— Não precisam ter medo mocinhas. Eles não vos farão mal algum. Cheguem pra cá — Marcos estendeu a mão pra elas. — deixem-me apresentar-vos.  Estes são os meus companheiros Philip e Richard.

Os jovens tigres aproximaram-se delas para beijar suas bochechas e logo depois estenderam a mão para os Anderson.

— Que encantador — Valter disse, de modo sarcástico. Ele parecia meio desconfortável diante daquela demonstração de cavalheirismo dos jovens tigres. — Mas será que não da pra pularmos essa parte? É que nós estamos com pressa.

O Grande Marcos riu.

— Vejo que você continua o mesmo. Arrogante e impaciente. Tenho de admitir que você ainda é um dos meus bruxos favorito. Mas digam-me, o que vos trás a nossa loja que vos deixa desse jeito tão alvoroçado.

— Desculpe o meu irmão Grande Marcos — Chris disse, respeitosamente. — Acontece que estamos em uma missão, onde o tempo se recusa estar do nosso lado. Nós precisamos da ajuda do Sr. Precisamos de um feitiço de transferência que segundo os nossos tataravôs, esse feitiço está escrito em um pergaminho que se encontra aqui na sua loja.

Valter avistou a sala do Grande Marcos. Havia várias coisas dos bruxos guardadas nela. Livros, amuletos, e outras relíquias mais, eram só uma das coisas que ele podia contar.

— Pra ser bem sincero — disse Valter, com os olhos presos a um baralho de cartas de taro. — Eu nunca percebi muito bem porque o Sr. guarda tantas coisas dos bruxos. Porque o Sr. se interessa tanto assim com a gente.

O Grande Marcos começou a andar em direcção a uma estante de mármore, e quando parou, esticou seu braço até o topo da estante, tirando uma caixa cinzenta. Se virou novamente pra eles, de forma cautelosa.

— Eu guardo essas coisas dos bruxos, porque é o único jeito que tenho de proteger o vosso segredo dos humanos comuns. Porque eu me importo com vocês. Vocês me impediram de matar um exército homens. Eu estava perdido, consumido pelo ódio, até vocês me trazerem a realidade e me mostrar o erro que estava cometendo. Vocês me devolveram paz e tranquilidade e durante anos me ajudaram a reconstruir casas e proteger meus irmãos. Eu sempre serei grato aos bruxos.

Marcos encostou os livros que por cima da mesa estavam, em outra direcção e pousou a caixa no centro da mesa, cuidadosamente.

— Infelizmente no percurso eu vi muitos de vocês morrendo — continuou. — O meu poder animal me permite viver por muito tempo se eu o alimentar. O fato de eu estar vivo até agora é porque meu corpo se transforma em vários animais e dessa forma eu pude me alimentar de ervas e frutos. Só que agora meu lado animal principal rejeita tudo que não seja carne. Por isso estou morrendo. Os bruxos sabiam que eu viveria por muito tempo, e isso fez com que eles confiassem em mim, me dando este pergaminho que vocês procuram — ele tirou o pergaminho da caixa, levantando-o com cuidado. — Neste pergaminho estão escritos os feitiços mais poderosos e impressionantes que alguma vez viram. Não foi por acaso vocês virem até mim. Não foi por acaso vocês serem escolhidos como os bruxos guardiões. Acasos não existem no mundo sobrenatural. Voces encontrarão o feitiço que procuram, mas tem muito mais coisas que precisam saber nesse pergaminho. Levem-no, ele vos pertence.

Marcos caminhou até eles e entregou o pergaminho nas mãos do Chris. Os Anderson olharam um no outro, perplexo com o que seus ouvidos ouviam.

— Seja lá o que for que vocês estão enfrentando, tenham muito cuidado. A história dos Bruxos Modernos só está começando.

A forma enigmática que Marco falava deixava os jovens bruxos um bocadinho assustados. Era informação de mais pra gerir. Eles queriam fazer perguntas, mas Marcos não podia lhes falar mais do que deveria. Eles terão de descobrir sozinho.

— Agora vão, o dever chama por vocês — terminou.

Suas últimas palavras não soaram como um pedido, mas sim como uma ordem. Eles sentiram o poder sólido da voz do rei dos Humánimol. Um poder que lhes cortou o ar e os impediu de fazer qualquer tipo de pergunta à respeito do que ele dissera.

— Que conversa mais louca foi aquela? — sussurrou Valter, enquanto caminhavam a porta de saída.

Chris passou a mão na cabeça. As palavras do Grande Marcos o deixaram completamente confuso e baralhado.

— Eu também não percebi coisa nenhuma do que ele queria dizer. Mas se o que ele disse do pergaminho for verdade, com certeza a malta vai descobrir.

— E o que importa mesmo por agora é que a já temos o feitiço — disse Lúcia.

— Pois é, precisamos nos apressar.

Ao passarem pela porta de saída, Marcos chamou Sasha. Eles se viraram pra ele, que acenava com as mãos para ela se aproximar. Sasha olhou para os Anderson com medo.

— Tá tudo bem Sasha, pode ir. — Chris disse.

Ela engoliu em seco, buscou por coragem e caminhou em passos curtos até ele. Chegando mais perto, Marcos encostou seu braço na jovem morena e sussurrou algumas palavras nos ouvidos dela durante uns dois minutos. Logo depois ela voltou para junto dos seus amigos.

— O que foi que ele disse? — Lúcia quis saber.

— Não faço ideia. Ele fala um monte de coisas enigmáticas e de momento eu já estou cheia de tudo isso.

Lúcia franziu a testa. Ela conhecia Sasha e sabia que ela não estava falando a verdade.

— Ok! Então vamos embora — ela disse, fingindo engolir a resposta da amiga.

Faltando poucos metros pra saírem da loja Eva se aproximou do Valter e selou um beijo demorado nos lábios dele. Lúcia e Sasha olharam pra Eva com a testa franzida, mais surpresa do que o Valter.

— Já contei pra vocês que eles tinham um caso? — indagou Chris.

— Tinham? — Sasha disse, de um modo quase inaudível.

Eva finalmente retirou seus lábios e sorriu para eles. Valter retribuiu o sorriso de forma sacana.

— Só por curiosidade — Lúcia disse. — Que tipo de animal você se transforma?

Eva se virou pra ela e abriu a boca, exibindo sua língua transformada em língua de cobra.

Lúcia e Sasha se afastaram, completamente assustadas. Segundos depois, a língua da Eva voltou em sua forma humana e ela se retirou do meio deles. A visão do seu corpo em movimento simplesmente era fascinante.

Minutos depois eles caminharam até o carro e Valter parou na porta, observando os olhos da Lúcia e da Sasha o fuzilando.

— O que foi? Eu tenho um fraco por mulheres víboras.

— Você é mais doente do que eu pensava — Sasha disse.

Valter simplesmente deu de ombro.

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The Bite Pt. 2 – Fome Abrasadora

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As pessoas no trabalho a encaravam de forma diferente, uma certa cautela espreitava os olhos deles. Sempre recuavam um passo conforme ela se aproximava e mantinham uma distancia estudada.

Karen não estava, como ela já deveria supor. Sua mesa meticulosamente arrumada encontrava-se vazia. Exceto por uma carta sofisticada deixada propositalmente próxima a um porta-retratos com uma foto das duas. O envelope era vermelho, selado com uma fita de cetim. Seu nome constava numa letra cursiva muito elegante.

Lorah a abriu.

No interior havia um cartaz convidando todos para a festa da lua que aconteceria em alguns dias, num galpão abandonado no centro da cidade.

 

Espero você lá.

                            Beijos,

                                               Karen

 

A letra e o convite de Karen eram tão sensuais quanto seus lábios rubros.

Lorah guardou o envelope em suas vestes e mal percebeu que estava sorrindo. Continuar lendo “The Bite Pt. 2 – Fome Abrasadora”