A Maldição da Cherokee

Por: Natasha Morgan

As vozes estavam sempre sussurrando, roçando seus ouvidos com acidez.

Murmúrios bruscos que lhe arrepiavam a espinha.

Incitavam a sua ira. Fria, cruel, miserável.

Aquelas vozes perturbavam seu sono, tumultuavam sua paz.

Se é que, algum dia, aquela alma conheceu alguma paz.

Dia e noite, aquele zumbido perturbador roçando seus ouvidos, provocando-o.

Aquele murmúrio infernal o fazia bater nela.

Sarah.

A mulher mais bonita que já tinha visto. Mas de pele escura.

Ele não sabia dizer onde seu racismo se formou. Talvez na família em que foi educado, sem nenhuma referencia negra e recheada de comentários maldosos. Talvez em sua própria formação de caráter que não dera muito certo. Sua adolescência fora conturbada, cheia de drogas e com uma boa dose de violência e raiva.

E era assim que ele justificava suas atitudes cruéis. Minguava a expressão, tempesteava os olhos escuros e dizia que era fruto de sequelas de seu tempo nas drogas. Eximia-se de qualquer culpa por seu comportamento. Continuar lendo “A Maldição da Cherokee”

Dezembro…

rascunho9,1

Por L. Orleander

Preto… Sempre tive verdadeira adoração por esta cor, era algo que me fazia se sentir diferente, o oposto de alegrias forçadas de verde, amarelo, vermelho, azul… E era assim com você também, o neutro, o elegante, apenas preto!

Um vestido velho sem elogio  e sem apelos de chamar a atenção, não sei, apenas lembro que foi ali, exatamente, ali que notei você. Continuar lendo “Dezembro…”